Quatro marcas de calçados que unem ética sustentável e estética fashion

Marcela Rodrigues -

 

 

Calçado da marca vegana Ahimsa (Foto: divulgação)

Slip-on da vegana Ahimsa (Foto: divulgação)

Durante muito tempo o universo dos sapatos veganos e sustentáveis manteve uma distância considerável de qualquer influência da moda. Além de, até então,  esse tipo de calçado ser um item raro no mercado, era funcional e nada mais: faltava cor, textura, combinação e aquele toque de estilo que, independente de tendências, não há mal algum em se apreciar, não é mesmo?

Com a popularidade do consumo sustentável e suas vertentes – sustentabilidade, veganismo, comércio justo…-, entre pessoas de diferentes perfis e estilos, novas marcas começaram a surgir nos últimos cinco anos como a prova de que ética ecológica e moda podem, sim, andar de mãos dadas. É o caso da gaúcha Insecta Shoes, da paulista Ahimsa, da fluminense Baille e da americana com inspiração peruana Inkkas. Em comum, antes e fazer negócios, todas cumprem um papel social e estão comprometidas com a causa sustentável. Confira um pouco do DNA de cada uma.

{{{ INSECTA SHOES }}}

Oxford Papilio Grape Fruit, Insecta Shoes (R$ 259)

Oxford Papilio Grape Fruit, Insecta Shoes (R$ 259)

O processo inovador de upcyling, o ativismo vegano, o design cool e as estampas originais definem a personalidade da Insecta shoes, queridinha entre as fashionistas conscientes. Depois de testar o mercado paulistano com uma loja temporária no ano passado,  a marca gaúcha acaba de montar sua primeira loja física na cidade.

Em um calçado Insecta, o cabedal é feito de tecidos reciclados e garrafas pets, enquanto a sola é de borracha triturada 100% reciclada. Além do reaproveitamento de tecido, o tingimento das peças é feito artesanalmente com uma tinta à base de água, que não polui o meio ambiente.

No ano passado, a empresa reaproveitou 480kg de roupas vintages, além de mil garrafas pet, que geraram tecidos reciclados para a produção e venda de quatro mil sapatos insecta.  “Acreditamos que levar um estilo saudável de vida tem tudo a ver com se preocupar com o meio ambiente, então nada mais coerente do que procurar produtos com maios consciência ambiental”, diz Bárbara Mattivy,  que fundou a marca e 2014 ao lado das sócias Pamela Magpali e Laura Madalosso.

Aonde encontrar a Insecta:
Lojas física (Em São Paulo, Belo Horizonte, Por alegre, Nova York)
Loja online

{{{ INKKAS }}}

IMG_9757

Slip On, Inkkas (R$209, 30)

Os modelos casuais, os materiais e cores com referências étnicas vão muito além do modismo – embora essa estética esteja súper em alta. A Inkkas surgiu durante um mochilão de seu fundador, Danny Ben-Nun, um designer  apaixonado por viagens, pela América do Sul. Ele gostou tanto do modelo que  viu pelas ruas de Cusco, no Peru, que decidiu levar o produto e investir em uma produção mundial. Fundada em 2012, nos USA, com princípios de comércio justo, filantropia e autenticidade, a Inkkas se compromete com o meio ambiente e com as comunidades locais peruanas. Diversos países têm distribuidores exclusivos. Aqui no Brasil, é o Grupo Zarco.

Em 2013, a marca lançou o projeto OneShoe, OneTree, cuja proposta é plantar uma árvore a cada produto vendido em parceria com ONGs de reflorestamento e, assim, também ajudar no desenvolvimento das populações locais.

Os tênis – com variação de cano baixo e longo – são feitos à mão, com tecidos tradicionais feitos por artesãos peruanos e desenvolvidos por designers de NY e Paris.  O preço dos modelos de cano custam em torno de R$ 250; os de cano baixo R$ 240; e o modelo SlipOn, em média, R$ 209.

Aonde encontrar a Inkkas:
E-commerce
Lojas parceiras

{{{ BAILLE }}}
Oxford 1 (1)

Oxford Hilda, Baille (R$ 104)

Cores, estampas e um design moderninho compõe o look da Baille, resultado da união de duas amigas de infância que partilham a admiração pela modelagem dos sapatos sem salto e da causa sustentável. Isso mesmo: na criação da Baille só a espaço para sapatilha, oxfords, rateiras e afins. Nada de salto!

Além de não utilizar matéria prima com origem animal, todo sobra é transformada em acessórios ou destinada a artesãos locais – no caso, de Volta Redonda, no Sul do Estado do Rio de Janeiro.

“Compramos cada material individualmente com cuidado para evitar desperdício. As sobras de material são transformamos em acessórios para a marca, ou destinamos a grupo de artesãos que possam dar destino a essa matéria prima”, explicou Livia Reno, uma das fundadoras.  A fabricação com tiragem limitada por modelo ressalta o conceito exclusivo da marca fluminense.

Aonde encontrar a Baille:
Loja online

 

{{{ AHIMSA }

 

 

rasteirinha-dalia-colorida-234-0290050907716_83984001.jpg.800x535_q85_crop-smart

Rasteira Dália, Ahimsa (R$ 176) (Foto: divulgação)

 

Quando o ex-piloto Gabriel Silva, 26 anos,  se viu no meio de uma crise profissional após descobrir ser portador de diabetes ( é que a aplicação diária de  insulina compromete a rotina de piloto), mudou totalmente seu estilo de vida e tornou-se vegetariano. Seu pai,  Cisso Silva, 50, um experiente empresário o mercado de sapatos há 32 anos, convidou o filho e, juntos, criaram, em 2013, a Ahimsa. “Além de questões sustentáveis acreditamos muito também em nossa comunidade, por isso nossos produtos são feitos por fábricas locais e grande parte de nossa matéria prima é também local ou de alguma outra localização dentro do território nacional”, explica Gabriel.

A sustentabilidade envolve cada passo da marca que, hoje, trabalha com calçados com as seguintes composições: 100% algodão + solado de borracha;  90% algodão + 10% linho e solado de borracha reciclada;  70% algodão reciclado +  30% fios de garrafa pet. Tudo feito em Franca, interior paulista. “Os nossos produtos são feitos por nós mesmos. Desde 2014 operamos nossa própria fábrica, que é a única 100% vegana do mundo”, ressalta Gabriel.

“Além dos calçados, a marca também fabrica acessórios como bolsas e cintos. Modelos atemporais, como rasteiras, espadrilles e tênis casuais, ganham toques de tendência por meio das cores e padronagens.

Aonde encontrar a Ahimsa:
Loja online

1 Comentários
  • Gustavo Bayma

    Responder

    Muito legal a postagem e agradecemos imensamente a citação.
    Muito obrigado.

O que achou? Conte pra gente!